Blog do Itapecuru

quarta-feira, dezembro 27, 2006

TCU penaliza ampliação da Italuís por falta de estudos de Impactos ambientais



O grupo Jovens Vigilantes da região do Munim e Lençóis Maranhenses fez pressão contra a maneira que estar acontecendo à obra de ampliação da Italuís ou Italuís II no Rio Itapecuru (Rosário-MA), rapidamente a AL (Assembléia Legislativa do estado do Maranhão) entrou em cena e comprou a briga dos estudantes (a pedido dos mesmos).

A Assembléia acionou por sua vez o TCU (Tribunal de Contas da União). João Evangelista presidente da Assembléia Legislativa do estado do Maranhão, explicou que a obra de ampliação do projeto Italuís sofreu penalidade do TCU (Tribunal de Contas da União) em razão de processos que não foram bem analisados. "Agora o TCU começa a acenar afirmativamente, e a defesa que foi feita junto ao Tribunal tem a contribuição do projeto da Assembléia", afirmou.

AL tem um projeto de proteção ambiental em favor da bacia hidrográfica do Itapecuru e isso foi importante para a decisão do TCU. “Itapecuru - Águas Perenes está trazendo resultados positivos para o Maranhão” disse Evangelista.

João Evangelista ressalta também a importância dos jovens na proteção da mais importante bacia hidrográfica do estado do Maranhão, a bacia do Itapecuru, da qual mais de 3 milhões de maranhenses dependem e suas águas são responsáveis por 80% do abastecimento de São Luís.

O grupo Jovens Vigilantes da Região cobram das autoridades competentes estudos de impactos ambientais.

O uso da água



O potencial de águas subterrâneas da bacia hidrográfica do Itapecuru foi estimado em 2,9 bilhões de metros cúbicos anuais, o que representa, aproximadamente, 30%. A maior parte deste potencial é relativo à margem esquerda (principalmente devido ao Rio Alpercatas), cujos tributários contribuem com cerca de 1 bilhão.

A alta bacia é responsável por um potencial de cerca de 2,8 bilhões de m³/ano (78% do potencial subterrâneo total). Neste trecho, o escoamento subterrâneo representa cerca de 85% do escoamento total, o que denota a magnífica reconstituição dos aqüíferos da região do alto curso.

O uso da água subterrânea ainda é predominante e chega a ser maior que o dobro da superficial na bacia. Das 220 captações existentes na bacia, 139 são subterrâneas, ou seja, poços profundos que retiram do subsolo aproximadamente 3 mil litros por segundo. As 81 captações superficiais retiram 1200 l/s e situam-se em barragens, açudes, afluentes e no próprio rio.

Considerando estes dados, a vazão utilizada de águas superficiais é inferior a 3% da vazão média de rio medida na cidade de Itapecuru Mirim (40m3/s).A Companhia de Águas e Esgoto do Maranhão - CAEMA, a maior usuária dessas águas, possui 58 unidades que bombeiam 2600 l/s. Os Serviços Autônomos de Água Esgoto – SAAEs, possuem, juntos, 70 unidades e bombeiam 900 l/s, tendo como principais cidades abastecidas Caxias, Codó e Rosário e, ainda, existem 3 sistemas de abastecimento de água operados diretamente por prefeituras, com vazão de 30 l/s.

Empreendimentos agrícolas, agropastoril, fazendas, sítios, piscinas, piscicultura totalizam 89 unidades bombeando próximo a 600 l/s.

O tratamento

Devido a maior utilização ser para consumo humano, a água de superfície captada requer adequação ao uso. No Rio Itapecuru, a vazão de água retirada para consumo humano é de 3422 l/s, produzidas por 128 sistemas e representando 64,6% da bacia.

Os registros de vazão de água tratada apontam 2658 l/s, menor que a utilizada para abastecimento público 3422 l/s, indicando assim que boa parte da água distribuída aos aglomerados urbanos (22%), não recebe nenhum tipo de tratamento. Apesar de não encontrarmos informações que dêem suporte à afirmação, acredita-se que esta água seja proveniente de poços profundos.

Um rio que doa vida

Em todo planeta, o mais nobre dos consumos dados à água é a ingestão humana, mas esse é apenas o mais nobre; a água é utilizada em todos os processos de produção, do mais simples ao mais complexo.

Várias cidades utilizam a água diretamente do rio ou de tributários para consumo após tratamento convencional, sendo que o mais antigo sistema de abastecimento de água data de 1961 no Riacho do Ponte em Caxias.

A primeira cidade a dispor de água tratada foi Colinas, bombeando, sobre um flutuante no rio, 80m3/h para uma pequena estação de tratamento de água compacta na margem direita no Bairro Alto. No tratamento, é utilizado sulfato de alumínio, cloro gás e cal. O abastecimento é precário e atinge apenas 50% da população urbana da margem direita.

- Em Caxias, a captação situa-se na margem esquerda e bombeia 160m3/h para uma estação próxima, para atender 80% da população. Possui uma estação de tratamento convencional – a segunda maior do rio – que utiliza no processo de cal hidratada, cloro e sulfato de alumínio.

- Timbiras retira água diretamente do rio, com captação na margem direita e com auxílio de uma estação compacta e subdimensionada, que atende precariamente a cidade.

- Cantanhede, Matões do Norte e Miranda do Norte abastecem-se na margem direita em Cantanhede, onde está localizada a estação de tratamento convencional, que alimenta as três cidades.

- Pirapemas

Itapecuru Mirim capta na margem direita e envia para a estação de tratamento convencional distante 600m do rio.

- Em Areias, fica a captação que abastece a cidade de Santa Rita.

- A maior parcela de água distribuída em São Luís provém do município de Rosário (Sistema Italuís). Este sistema é a maior captação e unidade de tratamento do Estado, produzindo 7200m3/h e também abastece parte da zona rural (Estiva) e o Município Bacabeira.

As outras cidades banhadas pelo rio que não consomem a água diretamente, a utilizam do lençol subterrâneo, através de poços profundos.

- Mirador possui 3 poços e retira do subsolo 95 m3/h.

- Codó possui poços.

- Coroatá possui 11 poços e retira 341 m3/h.

- Rosário possui poços.

Toda água superficial usada é cerca de 1181 l/s e a subterrânea é 6964 l/sA CAEMA retira 3m3/s ou seja 1% da vazão média.

segunda-feira, dezembro 25, 2006

Rio Itapecuru


UM DE NOSSOS PATRIMÔNIOS PEDE SOCORRO!
No Maranhão, existe um importante rio perene. Trata-se do Rio Itapecuru, o mais importantes de toda a região. Até o inicio do século XX, o rio Itapecuru era a principal via de escoamento da produção regional.
Sua importância a nível estadual era grande devido ao fato de ser o canal de transporte de produtos do interior até a capital. Com a construção da estrada de ferro São Luís x Teresina na década de vinte, paralela ao rio e posteriormente com o asfaltamento da BR-316 na década de sessenta, o rio perdeu esta função.
E os olhos sempre alertas da população e das autoridades também mudaram de rumo e o rio começou a morrer.

A fonte pode secar!
A devastação da bacia do Itapecuru começa na região onde ficam suas nascentes e ganha contorno assustadores em todas as cidades banhadas por ele até Rosário onde encontra o atlântico, onde os esgotos e outras sujeiras são despejadas sem qualquer tratamento.